Natsuki Takaya (autora de Fruits Basket)
Anime Pró 23-08-2006

Natsuki Takaya, autora de Fruits Basket, o mangá mais vendido de todos os tempos na lista do USA Today, concede entrevista para a revista norte-americana Times. A tradução foi feita pela equipe da editora JBC.

Fruits Basket apareceu pela primeira vez na revista japonesa Hana to Yume (Flores e Sonhos) em 1998, depois do grande sucesso em vários países que foi publicado, o título foi transformado numa série animada de 26 episódios, em 2001.

O que fez você querer ser uma autora de mangá?

NT: Não foi nada específico. Quando era criança, porque sempre havia algum mangá por perto, lia bastante. E, naturalmente, pensei, “Hey, eu gostaria de desenhar mangá – Eu gostaria de ser uma mangaká!”

Você já desenhou “dojinshi” ou trabalhou como assistente de algum mangaká?

NT: Antes e depois de minha estréia, eu ajudava outros mangakás de vez enquanto, mas nunca tive a experiência de ser assistente exclusiva de um deles. Também não publiquei nenhum dojinshi.

Como você define mangá em termos de enredo, personagens e traço?

NT: Eu tento não ter uma opinião definida sobre o assunto. Antes de estar presa a certo estilo, prefiro estar livre para criar uma certa leveza no traço.

O que você acha do mangá ser feito por artistas não-japoneses? Você considera os trabalhos como mangás ou seriam outra coisa?

NT: Estou feliz que o mangá se tornou uma forma em expansão. Acho que a nacionalidade não tem nenhuma relação com o crescimento do mangá. Mesmo entre os japoneses, as criações são o reflexo da individualidade de cada mangaká, sem nenhuma ser igual a outra. O que importa não são as diferenças entre os criadores, mas seu amor por mangá.

O que lhe inspira para escrever o enredo de Fruits Basket?

NT: Já me perguntaram várias vezes sobre isto, mas ainda não tenho uma resposta muito clara a respeito. É simplesmente alguma coisa que acontece comigo, e os questionamentos que me ocorrem durante a minha vida.

Por quanto tempo você continuará com Fruits Basket? Já está pronto para um próximo trabalho?

NT: Planejo conclui-lo no prazo de um ano. Não considero que estou particularmente triste pelo fim da série. Se não terminá-la, meu trabalho não se manterá por si só. Quanto aos próximos projetos, quero sempre ser capaz de desenhar.

O que você mais gosta do fato de desenhar mangá?

NT: Pensar num enredo, criar os movimentos dos personagens, e dividi-los em paineis. Storyboard é o que mais gosto de fazer.

Que tipos de livros e mangás você lê, e de qual deles você encontra inspiração?

NT: Gosto de ver trabalhos que nunca seria capaz de desenhá-los sozinha. Realmente curto a série CSI, Las Vegas em particular. É realmente interessante. Já estou naquele ponto em que quero comprar cada episódio disponível em DVD. Não sou o tipo de pessoa que tem especificamente “inspiração”. Provavelmente, as idéias venham mais das minhas dúvidas e desejos.

Você tem assistentes? Você as treina em seu estilo de desenho?

NT: Tenho duas. Não há nada em particular para ensiná-las, mas elas sempre me ajudam muito.

Fruits Basket é um grande sucesso. Na sua opinião, quais seriam as razões para esta popularidade?

NT: Com certeza, me sinto lisonjeada e me agrada muito. Quanto uma razão, não saberia definir com clareza, mas se as pessoas o lêem e pensam “gostei disso” então isto é suficiente para me deixar feliz.

Porque você acha que a popularidade do mangá está crescendo fora do Japão?

NT: Fico imaginando se não é porque a circulação do mangá pelo mundo aumentou mais do que em qualquer outro período. Se o mangá está sendo reconhecido pelo seu mérito como uma forma de expressão, então estou feliz porque amo mangá.

Como você acha que influenciou uma geração de garotas japonesas?

NT: Bom, acho que meu trabalho não chega ao senso forte de influenciar.

O que você espera que seus leitores sintam ou entendam quando lerem seu mangá?

NT: Além dos meus desenhos, tento incoporar algum tipo de mensagem. Tento não simplesmente terminar com uma questão mas prover certa conclusão ao meu trabalho. Mas, acredito também que os leitores são livres para avaliarem o mangá da sua maneira e isto faz parte da diversão? É claro, que existem alguns mal-entendidos, mas sempre que possível, gosto de valorizar a sensibilidade de meus leitores.

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