Shoujo Café 36 – Censurem as Meninas Super-Poderosas!
Anime Pró 15-04-2007

Detesto me repetir, mas acho que é inevitável em certos casos.  A repetição de certas idéias favorece a sua sedimentação e a consolidação como “verdades”. Por isso mesmo, é necessário retomar de tempos em tempos a discussão sobre a censura. Esta coluna se inspirou em uma matéria da Folha de São Paulo publicada no final de março e disponível na integra no meu blog. Desde o início minha intenção era transformar a coisa em coluna, mas ando sem tempo e com muitas idéias fervilhando, só que uma das perguntas que me fizeram na entrevista para o site Anime Plus, me fez ver a necessidade de comentar de novo. Aí vai:

“ANPLUS: 2006 foi um bom ano em relação a animes no Brasil. Tivemos várias extréias na tv aberta, além de lançamentos em dvds e mangás. Porém 2007 não vem se mostrado tão confiante na animação japonesa como o ano anterior. Você concorda?

VF: Não, eu não concordo. Acredito que está muito cedo para avaliar. E as estréias na TV aberta foram tímidas e restritas a uma rede de TV que não tem abrangência nacional. Acredito que as pessoas estejam fazendo tempestade em copo d?água, em especial os que têm paranóia em relação aos fansubers. Não vejo um sólido mercado de animes no Brasil, não na medida como o de mangá vem se estruturando. Os DVDs são caros, esporádicos, o tempo passa e materiais obrigatórios (Utena, Escaflowne, Evangelion, e outros) não chegam às nossas prateleiras, alguns títulos (como o movie de Utena) são lançados de forma porca, na TV aberta a censura está destroçando os seriados e os horários não são favoráveis ao público alvo. Como ter um mercado assim?”

Isso resume bem aquilo que penso. A idéia de que 2007 vai ser um ano desfavorável para os animes no Brasil, me parece exagero. Dizer também que o mercado de anime vai morrer me faria perguntar “qual mercado?”. Afinal, temos um mercado de mangás, o mercado de anime engatinha. Mesmo assim, tópicos como o Será o fim do mercado de animes no Brasil? no fórum do Anime-Pró e o “Eles” estão ganhando. Infelizmente estão ganhando na comunidade da Neo Tokyo no Orkut buscam culpados para o colapso do suposto mercado de animes no Brasil. E os culpados, senhoras e senhores, somos sempre nós, os fãs-consumidores, que temos o dever de consumir qualquer coisa, de qualquer jeito, por qualquer preço, em qualquer horário.

Considero esta premissa é meio torta, ainda mais em um país (supostamente) capitalista. Esse papo de fã assujeitado (submisso) ao sistema e que busca culpados entre os outros fãs de anime, me aborrece… Mas estou me desviando do tema… O assunto aqui é a censura governamental principalmente e como ela é baseada em preconceitos. Antes de começar, peço que leiam a matéria da Folha de São Paulo.

Censura… Selo de Qualidade… Trata-se de mais uma tentativa de ingerência. O governo atual sob a desculpa de garantir “qualidade” quer decidir o que podemos ou não ver e agora vai criar um selo de qualidade para os programas infantis. O viés ideológico é evidente. E a declaração do diretor-adjunto do Departamento de Justiça e Classificação Indicativa do ministério, Tarcízio Ildefonso, sobre as Meninas Super Poderosas deixa bem claro isso:

“No tempo em que eu era criança, o local de confraternização dos Superamigos era o Palácio da Justiça.Hoje, a confraternização das meninas heroínas acontece, muitas vezes, em um shopping. Isso não torna, de maneira nenhuma, o desenho inadequado. Mas, na minha opinião, ele também dificilmente seria considerado recomendado, porque esse gesto é segregacionista, já que nem todos podem fazer compra em shopping, além de ser um estímulo ao consumismo”

Apesar do diretor-adjunto ter direito a opinião, ele como autoridade tem um lugar de fala e autoridade que outros, como eu, ou você, leitor ou leitora, não tem e vejam só o tipo de comparação. Há estímulos consumistas nas Meninas Superpoderosas? Sim, há e é inegável. Só que eles estão de tal forma diluídos que causam muito pouco estrago. Como disse uma amiga, “Não é no parque que elas comemoram?”. Pois é, quando penso na série lembro-me da escolinha, da casa do Professor Utônio, do Parque e do escritório do Prefeito. De Shopping eu não lembro, nem preciso dele para desejar uma coleção de bonequinhas das Meninas aqui em cima do meu PC, decalques eu já tenho.

Enfim, já imagino o deus nos acuda quando a versão anime aparecer (*e já está demorando*)… Se deixarmos o “diretor-adjunto” decidir, realmente, só receberão censura livre os desenhos absolutamente descolados da realidade. Crianças tomando sorvete no shopping é propaganda consumista, afinal, crianças não tomam sorvete, ainda mais em lugares como shopping centers. E a menção desses templos do capitalismo deve ser suficiente para colocar a perder toda uma geração.  Será que é esta mensagem que se impõe?

Certamente os antigos super-heróis da Liga da Justiça, personagens rasas como uma tábua de passar roupa, não tinham contradições, eram tudo bem maniqueísta, nem ofereceriam grandes chances de reflexão para as crianças. Estímulos ao consumismo? Imagina… Não era necessário colocar os heróis consumindo, pois assim como as Meninas Super-Poderosas, eles próprios já eram o objeto de consumo.  Batmóvel, Jato Fantasma, bonecos e fantasias dos supers. Fora tampas de margarina, figurinhas e tudo mais que se pudesse explorar. E era legal, afinal, não tínhamos grandes opções nos anos 70 e 80.  Lembro de toda sorte de quinquilharia, embora não tenha tido nenhum brinquedo da série.

Os caras que vão classificar ? fora os estagiários da UNB (*medo*) ? têm em mente os desenhos (*ruins*) de sua infância como parâmetro de qualidade, e sempre são desenhos americanos. Lembra-me o cara octogenário que sempre votava no Pica-Pau no Troféu Imprensa no SBT, porque o desenho não era violento (*Cóf! Cóf!*) e passava boas lições para nossas crianças. E Pica-Pau ganhou por anos e anos a fio.

Os resultados desta política intervencionista a gente vê até na tv por assinatura, é a censura aos animes. Lá no fórum do Anime-Pró alguém criou um tópico perguntando, porque a audiência dos animes na TV é baixa… Primeiro eu não sei se é ou não é, parece que o IBOPE só mede algumas capitais e nunca conheci ninguém com aparelhinho em sua casa, depois, volta e meia explode algum escândalo falando de medições erradas ou manipuladas. Essas “confusões” de números geralmente prejudicam as TVs menores, e sempre me lembro do Top TV que era assunto nas ruas do Rio, nas escolas, é comentado por amigos e desconhecidos até hoje e dava traço de IBOPE pela Record, ou os canais de assinatura que exibem seriados e desenhos animados. Ou seja, exatamente onde os animes são exibidos.

Desenho tem que passar em horário acessível para crianças e adolescentes. Considerar algo como Ranma ½ material adulto (*ou gay*) é ridículo e censurá-lo colocando blur é absolutamente descabido. A Liga da Justiça, o desenho novo que é muito bom, é “mais adulto” que Ranma ½ e passa no horário do almoço, sem censura e com altas doses de violência (*sem nudez, claro, sem insinuações de sexo, também… Heróis ainda têm dificuldades com essas questões…*). Será que o novo Liga da Justiça é mais censura livre que As Meninas Super-Poderosas, também? Não sei como Bob Esponja não entrou na ciranda, com seu herói de orientação sexual mal definida e que trabalha em uma rede de fast foods sugestionando as criancinhas a caírem dentro dos hambúrgueres. De qualquer forma, só os animes são mutilados… É a regra para o século XXI, um retrocesso e tanto.

Quando eu era criança e adolescente, os desenhos animados – animes incluídos – passavam pela manhã e à tarde, hoje boa parte desses horários ficam ocupados por programas de fofocas, programas femininos de alguma utilidade e mundo cão (*tente assistir Casos de Família – acho que este é o nome – no SBT*). Algumas TVs passam anime sãs seis da tarde, mas quem conhece horários escolares sabe que muitas crianças e adolescentes estão a caminho de casa nesse horário, até que cheguem, lanchem ou jantem, já terminou. As crianças perderam seu espaço e a rede que tenta exibir animes não tem alcance nacional e tem que exibi-los censurados, competindo com as novelas da Globo e, agora, da Record.

É uma luta desigual, em especial, nos lares com uma TV somente e onde é proibido trocar do canal Globo. A moça que trabalha aqui em casa, por exemplo, acha “Rebeldes” uma má influência para suas meninas (*no que eu até concordo*), mas como ela resolveu? Agora a tv tem que ficar na Globo e só na Globo… Aconselhei uma medida menos radical, não sei o resultado. Falo também por experiência, minha mãe quando saía queria que assistíssemos às novelas e contássemos o que tinha acontecido, se mudássemos de canal para a Rede Manchete, levávamos bronca e ela ficava com raiva de nós… Com o videocassete, as coisas melhoraram um pouco, mas só tivemos o primeiro aparelho em 1990. A Manchete exibia animes à noite, também, nos bons tempos. Aliás, a Manchete passava anime em qualquer horário do dia, a CNT (*que não pega em Brasília, por exemplo*) tinha aquele programa Clube do Hugo que exibiu Macross ? A Guerra das Galáxias bem depois que a Globo tinha exibido a “versão” americana chamada Robotech.

É claro que alguns animes, como alguns desenhos tipo Simpsons exibido ao meio dia na Globo sem problemas, deveriam passar a noite. Gantz, por exemplo, é material adulto. Agora, se para ser exibido na TV aberta for censurado, que sentido tem? Falar que Naruto, um anime juvenil, deve passar meia noite é ridículo! Naruto tem que passar em horário acessível ao seu público que vai dos seis anos até sei lá qual idade. Aqui não estou ridicularizando a série, mas pontuando que há camadas de compreensão, a criança pequena fica com uma, o adulto com outras. Isso acontece com Padrinhos Mágicos e outros cartoons, e também com séries tipo Card Captor Sakura. Agora, ficar listando o que deve sair, só não me faz rir porque percebo a que ponto sinistro chegamos. A Bandeirante exibiu até anime hentai ? Urotsukidoji, A Lenda do Demômio ? sem cortes e em horário adequado 23:30. Mas claro, tem pai e mãe que não consegue colocar seus filhos de quatro anos na cama, nem têm controle sobre o que as crianças assistem daí, é melhor entregar para o Governo, ele sabe o que é bom para todos nós… Deveriam chamar a Super Nanny!

Houve até programas com recorte mais juvenil que exibiam animes e games, como o TV PoW que, na época, não incomodavam ninguém, apesar da galera que tinha telefone ? pouca gente, o lá de casa só chegou em 1989 e minha mãe tinha feito inscrição em 1982… ela até pensou que era trote quando dissemos que a linha tinha sido instalada ? ficasse tentando ligar por horas e dias à fio. Passavam Angel, Rei Arthur, animes que tinham morte, tensão, violência estilizada. Imagina o que fariam com um anime delicioso como Super Aventuras?! Ou então eutanásia em Patrulha Estelar às três da tarde?! Ou Harlock assistindo à execução da sua amada e da resistência da ponte da nave Arcadia as dez da manhã?! Com certeza foi produzida uma geração de psicopatas.

Hoje isso é passado. Temos animes mutilados, animes sendo tratados como ameaça. Chato. Mas sempre vai ter um gênio dizendo que o problema é a “pirataria”. Eu realmente não assisto anime na TV aberta, aliás, nem na fechada apesar de assinar o canal Animax. Além da censura, algo intolerável, não suporto a nossa dublagem atual, mas não pensem que com isso estou defendendo anime legendado na TV aberta. Não gosto, mas não é assunto da coluna de hoje. Somente não assisto, não preciso, mas sei que muita gente gostaria de poder assistir.

Animes na TV aberta, animes sem censura, animes com boa dublagem, animes em horário adequado, fariam com que o número de fãs ? crianças, adolescentes, adultos ? sem net, sem TV por assinatura, sem aparelho de DVD ou dinheiro para comprar pirataria (*alguns que têm dinheiro, não sabem onde comprar*), pudessem assistir animes, conhecer novas séries. A maioria dos brasileiros depende da TV aberta, não tem net, computador, não baixa anime. Quem não percebe isso é gente de classe média que só olha para o próprio umbigo. E animes na TV aberta ajudariam a vender mangá, claro. Com a situação que temos, e já disse isso no meu blog, duvido que Naruto dê metade do lucro que poderia dar, duvido mais ainda que se aproxime do fenômeno que foram Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. Isso sem falar que das grandes editoras, a Panini tem a pior distribuição…

Falando em censura, não faz sentido ficar na defensiva e dizer que é preciso censurar as novelas, parece birra infantil. Tiraram meu doce, quero que tirem do outro, também! Na verdade, é preciso alocar os programas em horários adequados e impedir que a hipocrisia importada dos EUA crie raízes profundas aqui. Concordo com um autor de novela que disse “Querem censurar, censurem a realidade”. Censura é cortina de fumaça, é distração, assim como tantas outras, para desviarem a nossa atenção dos problemas reais deste país.

Sim, o governo tem que cuidar com mais afinco da proteção e do bem estar dos cidadãos, reprimindo o crime e, não, impedindo que certas coisas sejam exibidas… Parece até que tiroteio em favela de novela é a causa da violência cotidiana que se vive em muitos lugares do país, das balas perdidas que matam e aleijam nossas crianças, ou que mostrar morte e doença na dramaturgia, inclusive animes e desenhos animados, vá traumatizar os pequenos. O belíssimo Mundo de Bob, desenho americano educativo sem ser chato, fez todo um episódio focado na morte e na compreensão da mesma por uma criança de 5 anos. Isso é parte da vida, inclusive das crianças.

Lembrem-se que censura é sempre ruim, quando você defende a censura está defendendo que alguém pode decidir por você. Os pais devem decidir pelos filhos pequenos e dar-lhes instrumental para fazerem escolhas conforme forem crescendo. Tapar o sol com a peneira é covardia, mas é mais fácil do que ter que dizer “não” e desligar a TV ou mudar de canal. Se é para censurar, não exiba. E olha que eu não sou a favor de que se exiba tudo, muito menos em qualquer horário, somente não concordo com a censura, o falso moralismo e a imposição de ideologias bolorentas e opiniões pessoais sobre todos nós.

Espero não voltar a este assunto tão cedo… mas acho difícil…

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Valéria Fernandes

shoujofan@uol.com.br

http://www.shoujo-cafe.blogspot.com

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P.S.1: Falando em censura… Por conta dos cortes e edições – em parte culpa dos japoneses – One Piece não foi bem nas tvs americanas, e nem nas nossas. Por lá, a Cartoon Network cancelou a série, mas eis que alguma coisa boa acontece e agora os direitos da série foram comprados nos EUA pela Funimation que tem um canal que exibe somente anime e, ao contrário da Animex daqui, não discrimina os shoujos, tendo exibido Utena e Fruits Basket. Pois bem, agora, de acordo com o Anime On Line, a série voltará a ser exibida nas tvs e será lançada sem cortes e com legendas para DVD. O único problema é que a Funimation só conseguiu os direitos de exibição a partir do episódio 144.

P.S.2: Essa é para o pessoal de Brasília que curte Full Metal Alchemist, aqui, na Feira dos Importados  há uma banca que vende DVDs de anime e pôsteres de várias séries, eles também estão vendendo um set com trading figures de Full Metal Alchemist (as maiores e mais bonitas), Bleach, Naruto e outros. Quase não venderam nada, meu marido comprou somente uma. E o preço está bem em conta. Perguntei se eles iam montar banca no Kodama, mas eles ou não conhecem o evento, ou fizeram pouco caso. Enfim, as figures já estão lá faz uns dois meses e não foram descobertas, no Kodama venderiam em 10 minutos.

P.S.3: Meu marido coleciona figuras (*alternativa para quem não sabe montar garage kits) e já conversamos várias vezes sobre a falta de figuras masculinas que não sejam truculentas (Berserk, Rambo, E outros) ou monstruosas. Imperam as bonecas, algumas em poses sensuais inclusive de mau gosto. Começamos a pensar que é um hobby japonês restrito ao sexo masculino. Pois bem, agora descobri, graças ao site ICV que existe uma empresa, a Kotobukiya, que lançou uma linha de figures yaoi, a Togainu no Chi. As primeiras peças são cat boys da série Lamento que, de acordo com o ICV, é muito apreciada pelas leitoras adultas japonesas. Como sou desinteressada em yaoi e não curto neko personagens, nunca ouvi falar da série.  Falando das figures, elas parecem ser muito interessante e bem feitas. Os rabos sao personalizáveis e algumas peças de roupa são removíveis. Em outubro serão lançados mais dois personagens e todos os quatro vêm com um CD exclusivo. Comprando os dois é possível montar um diorama. Bem que a Kotobukiya poderia revolucionar de novo e lançar no mercado figures de séries shoujo e josei. Se fizessem o Chiaki e a Nodame, por exemplo, acho que cometeria a loucura de comprá-los. ^_^

P.S.4: De acordo com o jornal Sankei Shumbun, o ministério das relações exteriores do Japão encomendou um panfleto de 16 páginas estrelado pela personagem Detetive Conan com o objetivo de educar os jovens em questões ligadas às relações internacionais, diz o site Comi Press. Conan, cujo nome é homenagem a Sir Arthur Conan Doyle criador de Sherlock Holmes, é um sucesso de longa duração no Japão com dezenas de volumes de mangá, série longuíssima de anime, live action e outros produtos. Detetive Conan é um daqueles desenhos que deveria ser exibido no Brasil, na tv aberta em horário que o público juvenil pudesse assistir, sem censura, claro. E duvido que não fosse um sucesso, claro que sem ser censurado.

P.S.5: no Japão os mangás são usados para educar. Claro que existe a discussão. De acordo com o Comi Press, o governo japonês autoriou o uso de mangá nos livros de matemática do ensino médio no ano de 2006. Alguns especialicialistas acham que mangá não combina com matemática ou com ciência e que há muito mais mangá do que teoria nas publicações posteriores à permissão.  O livro criticado contém uma história que começa com 5 estudantes pegando um livro didático. Depois que um deles rasga uma página sem querer, o matemático grego Arquimedes aparece e os leva por uma viagem pelo tempo e por diferentes lugares, como as Grandes Pirâmides e os palácios europeus e lá os alunos são confrontados por problemas de matemática apresentados por diferentes pessoas, como um cortesão europeu, um nativo americano e um samurai. Os alunos só poderão voltar para casa depois de resolverem todos os problemas contidos no livro.  E os críticos acham que falta “caráter educativo” a este material… De acordo com os “educadores” do comitê que pretende reprovar o livro, as ações e os problemas no livro não casam e que eles não conseguiram “entender” o quadrinho. Desconfio porquê… Já o responsável pela edição, diz que tentaram fazer um livro que fosse agradável e educativo mesmo para os alunos que não fossem bons ou gostassem de matémática.  Eu acredito nele.

P.S.6: Só reforçando para terminar: a Conrad licenciou Zettai Kareshi, mangá de Yuu Watase. Apesar das fofocagens sobre baixas vendagens de Fushigi Yuugi, a Conrad apostou de novo na autora, indício de que as coisas não foram tão ruins quanto muita gente dizia por aí… O mangá sai ainda no primeiro semestre e tem 6 volumes. O preço ainda não foi decidido, mas é muito provável que custe o mesmo que Slam Dunk.

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