Review: Mangá Ajin – Demi Human

Durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano, a Panini Comics lançou por seu selo Planet Mangá, o título Ajin – Demi Human # 1 (formato 13,5 x 20 cm, 228 páginas, R$ 17,90).

Ajin ganhou fama com a série em anime lançada pelo Netflix em parceria com o Polygon Studios(mesmo estúdio de Knights of Sidonia, lançada pela JBC neste ano).

Na história, o leitor acompanha o estudante Kei Nagai, que, ao ser atropelado por um caminhão, descobre ser um Ajin, uma entidade imortal com poderes especiais. A partir daí, sua vida vira de pernas para o ar, já que esses seres são considerados perigosos pelo governo. Kei só poderá contar com seu amigo de infância para fugir da polícia e dos agentes governamentais e sobreviver a essa grande mudança de vida.

Pontos Positivos e Negativos da Obra

A história nos apresenta a Kei Nagai um protagonista que é o estereótipo clássico do gênero mangá estudante/antissocial/problemático. Ainda que esteja entre colegas no começo da história, já percebemos que ele não está feliz ali. Logo após ocorre o atropelamento que dá início a trama. O garoto sobrevive ao descobrir ser uma das entidades que nomeiam o título. O mistério do que elas realmente são é um dos temas do mangá.

Após a descoberta Kei começa a ser perseguido por agentes que querem capturar os misteriosos seres a fim de estuda-los. A partir daí começa uma fuga alucinante em que Kei só pode confiar no amigo de infância Kai para escapar dos seus perseguidores. Aos poucos o leitor começa a entender melhor o mistério dos Ajins através de flashbacks nas aberturas dos capítulos. Dizer mais que isso estragaria a diversão da leitura.

A arte de Gamon é competente e um dos destaques é uma cena de perseguição com motocicletas. O traço dinâmico imitando o movimento é um dos diferenciais do mangá em relação a grande parte histórias em quadrinhos. De fato, mesmo em alguns títulos recentes de mangás esse recurso tem sido pouco utilizado. Ao que parece alguns autores fazem isso propositadamente tentando inclusive imitar os quadrinhos. Uma pena. Quanto ao traço dos personagens esse é limpo e por se tratar de um título seinen (voltado para os adultos), não é tão caricato. As cenas de ação como a já citada são muito competentes, ao contrário de outros artistas do gênero que entopem os quadros com cenários exagerados ou excesso de personagens. O roteiro também prende a atenção do leitor desde o começo, alternando entre momentos de ação, suspense e mistério. Um dos pontos altos é o protagonista que é antissocial, mas quando se vê obrigado a se afastar da humanidade pela transformação no ser sobrenatural, começa a questionar seus valores.

A edição da Panini está lindíssima contando com orelhas ilustradas, capa cartonada, papel offset, além das costumeiras notas de tradução. Por ser uma primeira edição do título é digna de colecionadores ao contrário de outras editoras que prometem edições definitivas e um produto de qualidade inferior. Um título recomendado aos amantes de mangá que procuram uma história diferente, e também aos amantes do suspense, histórias de perseguição e ficção científica.

Classificação: 4,5

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