Especial: Os clipes mais polêmicos da Ásia
Anime Pró 07-04-2014

“Escândalo é a fofoca tornada tediosa pela moralidade”

Oscar Wilde

Os clipes (music videos) se tornaram um artifício indispensável para os artistas atuais divulgarem suas músicas e promoverem novos álbuns e projetos. Com a união de som e imagem, muitos vídeos contam histórias, outros investem em efeitos especiais, alguns marcam gerações, lançam moda e causam polêmicas.

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Os artistas, tanto da música quanto de outros meios, sempre questionaram valores, morais e o limite do público. Chocaram a sociedade e apresentaram ideias pioneiras, esbarrando na tênue linha do que é aceitável ou não.

Com o intuito de promover a música oriental, o Anime Pró preparou uma lista especial com algumas das polêmicas envolvendo vídeos musicais japoneses e coreanos:


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A integrante CL, foi o grande alvo das polêmicas envolvendo os vídeos e as músicas do grupo sul-coreano 2NE1, fazendo jus a sua alcunha de baddest female.

Um pequeno burburinho surgiu quando o clipe de Go Away foi divulgado. Na história do vídeo, a cantora interpreta uma garota que não aceitou o fim de seu relacionamento amoroso, e em uma das cenas ela é agredida pelo seu ex-namorado.

Alguns fãs levaram a cena a sério, e postaram xingamentos ao ator que interpretou o papel de agressor:

Mas essa foi uma pequena prévia do que viria a seguir.

No vídeo de Missing You, CL protagonizou uma cena de nudez que gerou a curiosidade de todos os espectadores:

Porém quem esperava algo vulgar se surpreendeu,  pois o clipe recebeu inúmeras críticas favoráveis.

A revista americana Billboard inclusive elogiou o trabalho, e afirmou que a coreana fez a cena com muito mais classe do que a cantora Miley Cyrus por exemplo (que havia liberado o clipe da música Wrecking Ball, onde aparece nua em cima de uma bola de demolição).

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CL também comentou o fato, e como uma verdadeira artista disse que a música Missing You não combinava com nenhum figurino, e que ela queria mostrar a solidão de uma forma verdadeira e crua.

Para finalizar, a faixa MTBD (Mental Breakdown) presente no álbum Crush, é um solo de CL.  A faixa foi muito bem recebida pelos fãs, sendo incluída na turnê atual do 2NE1.

Porém, a Federação Muçulmana da Coreia levantou uma queixa formal contra a música, que segundo eles, em determinado trecho se assemelha com a leitura de um versículo do Alcorão (livro sagrado para a religião Islâmica):

No vídeo CL canta THE BADDEST FEMALE seguida de MTBD:


O vídeo 이러지마 제발 (Please don’t…) de K.will causou um grande reboliço entre fãs e espectadores. No clipe, o cantor apresenta uma complicada história de amor, surpreendendo a todos com um desfecho inusitado:

O clipe termina de uma forma tão melancólica quanto o começo, deixando para os espectadores uma resposta e uma reflexão sobre o tema.
A atuação convincente dos atores, e um tabu desvendado aos poucos, surpreendeu de forma positiva, dando ao cantor o prêmio Eatyourkimchi como o clipe com melhor plot de 2012.
Além disso, o vídeo possui mais de 12 milhões de visualizações no Youtube e conta atualmente mais de 98.000 likes. Dessa forma, a barra que qualifica o gosto do público perante ao vídeo, mostra-se extremamente favorável.

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K.will ousou na medida certa, e gerou uma polêmica importante, debatendo um tema marginalizado em forma de música e vídeo – a homossexualidade. O vídeo além de ser um êxito comercial e de público, mostra uma mudança da sociedade, que apoiou a história do clipe e fez dele um sucesso.


Koda Kumi, cantora e modelo japonesa, já foi responsável por diversas polêmicas na terra do sol nascente.

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Sempre insinuante e com letras de interpretações diversas, Koda assumiu um papel contraditório perante a mídia e a sociedade do Japão. Enquanto a aparência moe e Kawaii – que é um sucesso midiático e financeiro no arquipélago – Koda mostra-se sempre ousada e sensual em suas coreografias e canções, tornando-se uma das artistas mais conhecidas do país.

Comparado com alguns clipes brasileiros e americanos, a ousadia de Koda pode até parecer inocente, mas para a sociedade japonesa a cantora mostrou que uma mulher não precisa sempre parecer fofinha ou kawaii, ela pode ter uma atitude agressiva e sexy. Além disso, ela provou que um pouco de ousadia fora dos padrões pode gerar bons lucros no mercado mainstream japonês.


Referência em clipes controversos, o grupo BiS é certamente sinônimo de polêmica no Japão. Formado somente por garotas, a banda chocou logo em seu primeiro single: No vídeo de My Ixxx, três garotas aparecem nuas brincando em uma floresta. O clipe recebeu algumas críticas negativas, mas também atraiu diversos fãs que apoiaram o grupo em suas novas produções – que ficaram cada vez mais ousadas:

No MV de PPCC as garotas aparecem enfrentando dezenas de homens, e lambendo o sangue dos ferimentos umas das outras, já em primal. as garotas misturaram cenas de endoscopia com gravações da infância. Em Paprika – remember t.A.T.u as garotas aparecem se beijando, e fazendo headbang repetidas vezes, em uma clara homenagem a dupla russa t.A.T.u formada por Lena Katina e Yulia Volkova:

No ano passado, novos vídeos chamaram atenção do público: Intitulado DiE, o clipe lançado em maio, foi rapidamente associado a violência contra mulher, recebendo tantas avaliações negativas no Youtube quanto boas. Em dezembro a polêmica continuou com o lançamento de STUPiG, onde as integrantes da banda aparecem com o corpo fundido a equipamentos tecnológicos.


PSY, dono do hit Gangnam style, teve problemas com o lançamento do vídeo de GENTLEMAN: O canal coreano KBS proibiu a exibição do clipe, pois segundo informações, o vídeo faz apologia a perturbação pública e mostra maus exemplos aos jovens:

Esse não foi o único problema que o cantor coreano enfrentou em sua carreia: Quando sua fama chegou a nível internacional, declarações polêmicas feitas por ele em um show em 2004 foram reveladas.  Na ocasião PSY criticou de forma bastante agressiva a atuação dos EUA no Iraque.
O cantor  divulgou um comunicado oficial, onde pedia desculpas pelo ocorrido.


O grupo masculino N.O.M lançou seu primeiro single em agosto de 2013 e atraiu muitos fãs com sua proposta diferente no meio K-pop: os integrantes do grupo usavam saltos altos, e exibiam seus músculos em danças sensuais.

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Mesmo sendo comparados com o grupo ucraniano Kazaky, que segue o mesmo estilo, os garotos do N.O.M se apresentaram em diversos festivais de música eletrônica e festas na Coreia. Porém, o que começou como um projeto grande e ousado, logo esfriou e desde então nenhuma música nova é lançada, deixando órfãos os fãs que se apaixonaram pelo clipe de A GUYS:


No ano passado a banda inglesa Muse, gerou polêmica ao inserir em seu clipe Panic Station, uma cena onde aparece a bandeira do exército imperial japonês (Rising Sun Flag). Tal bandeira é associada a segunda guerra mundial, e consequentemente ao período em que o Japão era aliado da Alemanha nazista.
A banda retirou a cena do vídeo e pediu desculpas oficiais a todos que se sentiram ofendidos com a imagem.


Quando o objetivo é provocar reações extremas nos espectadores, não existe melhor banda que Dir en grey. Seus clipes possuem uma carga visual pesada, apresentando cenas grotestas, de mutilação, deformação humana e violência, como é o caso de Obscure, Mazohyst of Decadence, Zan, entre muitos outros:

A banda já esteve no Brasil em 2009 para uma apresentação no Festival Maquinária, e retornou em 2011 para um show no Espaço Lux em São Bernardo do Campo.


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