Entrevista com a banda The Kira Justice
Anime Pró 11-03-2014

“Eu sei que a vida é assim, ás vezes cruel
E nem tudo sai como a gente escolheu.
E as coisas não são fáceis de entender
Por que é tão difícil achar e tão fácil perder?
Mas se nós pudermos juntar nossa força pra vencer…
Seremos Heróis e vamos lutar por um amanhã que valha a pena estar!”   

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A banda The Kira Justice é formada atualmente por Matheus (guitarra/voz), Sarisa (voz), e Mimura (baterista), e surgiu em Porto Alegre. Com pouco tempo de estrada, ganhou os palcos de vários festivais de anime, tendo feito shows em dezenas de estados brasileiros, em todas as regiões do país e inclusive uma turnê pela Argentina em 2012.

O repertório da banda traz desde temas populares dos anos 90 e 00 como Pokémon, Cavaleiros do Zodíaco, Digimon, e Dragon Ball, até animes mais “atuais” como Naruto, One Piece e Fairy Tail. A banda ainda traz canções autorais, inspiradas também no universo da animação japonesa.

Na internet o The Kira Justice têm mais de 6 milhões de visualizações só no Youtube, além de dezenas de milhares de fãs em redes sociais como Twitter e Facebook, sendo considerada uma das mais populares do Brasil no gênero. Fora da internet a banda foi alvo matérias de TVs, rádios, jornais e revistas por dezenas de estados, inclusive de circulação nacional.

Confira a entrevista exclusiva que a banda concedeu ao Anime Pró:

Como e quando o The Kira Justice foi fundado?
Matheus: A The Kira Justice surgiu em outubro de 2007. Éramos apenas amigos que frequentavam eventos de anime e sentiam falta de algumas músicas famosas de animes serem tocadas pelas bandas daqui. Nenhuma pretensão maior.

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De onde surgiu a ideia para o nome da banda?
Matheus: Foi sugestão minha, inspirada no anime Death Note, do qual todos os integrantes da banda eram fãs. Nem dá pra dizer pra que personagem a gente torcia, né?

Quais são os animes preferidos de vocês?
Matheus: Fullmetal Alchemist Brotherhood, Shingeki no Kyojin, Fairy Tail, e, obviamente, Death Note.

Sarisa: Love Hina, Elfen Lied, Death Note e Shingeki no Kyojin.

Mimura: Rurouni Kenshin (Samurai X), Série Dragon Ball e Full Metal Alchemist.

Vocês possuem alguma animesong favorita ou que os marcaram de alguma forma?
Matheus: Não, acho que vai muito do momento. “Alones” e “Snow Fairy” são especiais pra mim.

Sarisa: Depende da fase. Atualmente, “Guren No Yumiya” e “Crossing Field”.

Mimura: Para mim Mudar o Mundo”, “Sorriso Resplandescente” e “Crossing Field”.

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Qual a sensação de viajar o Brasil inteiro para shows? Esperavam todo esse sucesso no começo do projeto?
Matheus: Cara, é maravilhoso. Confesso que aprendi mais geografia viajando do que em todos os anos de colégio (risos). O sucesso foi bastante inesperado, já que a pretensão da banda no começo era “apenas tocarmos nos eventos da cidade”. Claro, sempre houve um grande empenho para que a banda crescesse e foi realmente um passo de cada vez, mas de tocar nos eventos da cidade a excursionar pelo país inteiro e até fora dele… é bem surreal.

Sarisa: É incrível e muito gratificante! Tive uma primeira banda com o Matheus que eu tocava bateria e já era legal fazer shows na nossa cidade, jamais pensei que poderíamos tocar do outro lado do país. Entrei na The Kira Justice em 2009 e foi na mesma época que começamos a viajar por todo o Brasil e é uma experiência fantástica!

Mimura: A sensação é de gratidão. O fato de os fãs da TKJ pedir aos eventos das suas cidades que levem a banda é muito gratificante. E quando chegamos somos sempre recebidos por eles com muito carinho. Quando entrei na banda, ela já fazia bastante sucesso no Brasil e eu nunca tinha pensado em fazer shows muito longe de casa.

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Houve alguma apresentação especial ou evento inesquecível que vocês participaram?
Matheus: Todo ano algum evento ou outro se sobressai, mas é muito difícil apontar um evento ou outro. Em alguns lugares o evento está cheio e o show sai algo bonitasso. Em outros, o evento está menos cheio mas nos recebe com muito carinho, ou o público que vai lá é muito fã e canta todas as músicas… acharia injusto mencionar um ou outro.

Sarisa: Tem muitos eventos inesquecíveis por diversos fatores, seja pelo show, pelo público, pela organização. É realmente difícil escolher, por isso, concordo com a resposta do Matheus.

Mimura: É. Pensando aqui é bem difícil apontar apenas um. Sempre saímos do palco comentando coisas tipo “nossa, a galera agitou muito” ou “o pessoal curtiu muito” e tal. Sempre acaba sendo especial por causa disso.

Para vocês como é o processo de adaptação de uma música japonesa para português?
Matheus: Primeiro eu pego várias traduções diferentes (embora eu tenham fontes que eu confie mais que outras). Isso ajuda a ver as diferentes maneiras que uma frase pode ser traduzida ou interpretada. Japonês é uma língua difícil de interpretar porque eles têm uma estrutura linguística bem diferente da nossa. A partir daí vem toda uma questão de encaixar a tradução na métrica, acertar as rimas e dar um contexto para a música (que deve ser o mais fiel possível à original).

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Qual a parte mais divertida de gravar um vídeo? E a mais difícil?
Matheus: A melhor parte de gravar um vídeo é quando você vê ele pronto e sente que ficou algo bonito, é uma puta recompensa. O difícil é que é meio cansativo mesmo, já que você tem que tocar várias vezes a mesma música, cuidar com a expressão, o movimento, os ângulos, tudo.

Sarisa: A parte mais divertida é estar rindo e se divertindo com os amigos e ter sentimento ao final da gravação de “missão cumprida”. A mais difícil certamente é o curto espaço de tempo entre uma música e outra para gravar e a quantidade de vezes e ângulos da gravação.

Mimura: As partes mais divertidas são quando rimos e “zoamos” durante as gravações e depois, que o vídeo já está pronto e editado, nos reunimos para ver o novo clipe juntos. A mais difícil, acho um pouco cansativo o processo de gravação.

Quais são os ídolos musicais de vocês?
Matheus: Bandas ocidentais como Story of The Year, Marianas Trench, Yellowcard e My Chemical Romance fazem parte das minhas playlists há mais tempo do que eu consiga lembrar;  Curto demais a voz do Taka, vocal do One Ok Rock e do Tatsuya, da Nico Touches The Walls. Ainda, gostaria de citar a banda FLOW como caras cuja influência pesa no trabalho da TKJ.

Sarisa: Que me inspiram para cantar: Amy Lee (Evanescence), Demi Lovato, Hayley Williams (Paramore) e Kelly Clarkson. No mais, para curtir gosto de bandas como Alterbridge, Dir en Grey, Dream Theater, Haken, Linkin Park, Papa Roach, One Ok Rock e Yellowcard.

Mimura: Na bateria, sou fã de caras como Marco Minnemann, Mike Portnoy, Stevie Smith e Neil Peart. Gosto do trabalho de muitos outros musicos, como os da Dream Theater, que sou muito fã, Symphony X, Stevie Wonder, do Hyde da Larc En Ciel, FLOW, Yellowcard, Lucas Silveira da Fresno, entre outros.

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Recentemente vocês divulgaram mais uma música nova: “Seremos Heróis”. Vocês pretendem lançar mais composições próprias?
Matheus: Esse é definitivamente o plano! Pelo menos 1 vídeo por mês envolve alguma música própria – seja um lançamento original, uma versão acústica, versão full, não importa – o importante é trazer algo original ao menos 1 vez por mês. O trabalho autoral é a parte mais importante do nosso trabalho para nós, todo fã deveria conhecer.

Deixem um recado para os nossos leitores.
Matheus: Pessoal! Muito obrigado por acompanharem nossa entrevista. Não deixem de acompanhar nossos lançamentos no YouTube, toda semana tem vários vídeos para vocês! Pra quem já acompanha, obrigado em dobro!

Sarisa: Valeu, galera por ler a entrevista e nos apoiar! Só tenho agradecer aos Justiceiros que fazem a família TKJ ficar cada vez mais forte!

 Mimura: Muito obrigado por lerem a entrevista e por estarem conosco. Espero nos   encontrarmos pelos eventos por aí! Até lá!

Para acompanhar a banda:
Site Oficial: http://www.thekirajustice.com.br
Facebook: www.facebook.com/thekirajustice
YouTube: www.youtube.com/thekirajustice
Twitter:https://twitter.com/thekirajustice

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